Intercessão Batalha Espiritual

Líderes:Prs. Claudio Almeida e Dayse Almeida

Contatos:

Telefone: (21) 2792-7614
E-mail: cajacem@hotmail.com

“ Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim, poderosas em Deus, para a destruição das fortalezas”. 2ª Co 10.4

Tudo o que envolve oração e intercessão na igreja, está ligado a esse ministério. Temos por objetivo dar cobertura espiritual aos pastores, líderes e suas famílias, bem como aos projetos e eventos realizados pela C.E.M (Comunidade Evangélica de Mesquita).

ATIVIDADES:

Intercessão pelos cultos e eventos;
Consagrações;
Vigílias;
Torres de Oração;
Atendimento pastoral;
Reuniões de estudo e treinamento;
Seminários (realizados também em outras igrejas).

EXTENSÃO:

  • Encontro com Deus (Homens e Mulheres).
  • HORA (Homens em Oração).
  • Seminário de Batalha Espiritual e Libertação.

EQUIPE:

Somos hoje 22 pessoas com o compromisso de sermos reparadores de brechas e restauradores de veredas, para isso temos buscado revestimento do Espírito Santo

COMO FAZER PARTE:

Ser membro da Comunidade Evangélica de Mesquita;
Ter feito ou estar fazendo a “Escola de Servos” e “Escola da Bíblia”;
Estar inserido em uma célula;
Ter feito o Seminário de Intercessão e Batalha Espiritual – Ministrado pelos Prs. Claudio e Dayse Almeida;
Ter um chamado para intercessão e Batalha Espiritual.

 

 ESTUDO: SINCRETISMO RELIGIOSO E A HISTÓRIA DE SÃO JORGE.

 

HISTÓRIA DA IGREJA CRISTA (resumo)

PRIMEIRO SÉCULO DA IGREJA CRISTÃ.

– Período entre a Ressurreição e a Ascensão de Cristo.

– Pentecoste – descida do Espírito Santo.

– A perseguição com instrumento de evangelização.

-Governo da Igreja e seus ministérios.

– Primeiras Heresias:

   Judaizantes (ensinavam que se deviam cumprir todas as cerimônias exigidas pela lei judaica).

   Gnósticos (seus defensores tinham uma influência com base na mistura cristã com filosofia grega, surgiu no primeiro século e se tornou muito poderosa. A palavra gnosticismo vem do grego gignoskein, que significa saber. Acreditava-se que, mediante um profundo conhecimento, pode-se obter salvação. A proposta era mais ou menos no sentido de se criar uma casta inteligente e fechada, com bases esotéricas destinadas apenas aos iniciantes, que eram chamados eleitos. Envolvia conhecimentos místicos, rituais esotéricos e práticas de magia).

A IGREJA ANTIGA  (100 a 313):

Entre o ano 100 e o reinando de Constantino, o cristianismo alcançou maravilhoso progresso.  Para se ter uma idéia, no ano de 313, era a religião dominante na Ásia Menor, região muito importante no mundo de então, como também na Trácia e na longínqua Armênia.

Nas regiões da Antioquia, Síria, Grécia e Macedônia, nas ilhas gregas, norte do Egito, África, Itália e até Espanha, a Igreja exercia poderosa influência civilizadora, alcançando povos das mais variadas línguas que não faziam parte da civilização grego-romana.

Nesta altura, já havia passado o tempo de a Igreja ser considerada uma proposta para os menos favorecidos, paupérrimos ou iletrados.  Muita gente da classe alta e rica se agregou à Igreja cristã, gente ligada à corte imperial e elementos do governo.  No exército de Diocleciano, muitos soldados haviam se convertido a Jesus, confessando-o como Senhor e Salvador.  Muitos homens de alta cultura tornaram-se discípulos e usaram sua influência para desenvolver a causa cristã.

A IGREJA PÓS-CONSTANTINO (313 a 590):

 

O crescimento da Igreja nos territórios romanos sempre sofreu obstáculos imperiais até Constantino.  Vivia em conflito como mundo.  A partir de então o cristianismo passou a dominar o mundo conhecido.

Constantino era um soldado romano e vivia na corte de Diocleciano.  Algum tempo depois da abdicação de Dioclesiano Constantino assumiu o império.

Foi uma figura de muitas contradições. Trata-se de um pagão que foi influenciado pelo cristianismo de alguma maneira. O que não se sabe é até que ponto tal influência foi positiva.  O que se sabe é que esse monarca alterou o curso da história da Igreja Cristã, a qual passou do período de perseguições imperiais para favores imperiais. 

Disso surgiram o papado e a Igreja Católica Romana, e a civilização ocidental ficou sujeita à custódia da Igreja, e não mais o estado, pelo espaço de mil anos (durante toda Idade Média).

Mesmo com toda simpatia que tinha pelos cristãos, a antiga religião do Estado foi mantida e Constantino continuou com seu “sumo sacerdote”.  Conta-se que ele somente foi batizado ao cristianismo no leito de morte.

No ano 380 o imperador Teodósio, imperador do oriente, transformou o cristianismo em religião oficial do Império. Diante desta política de boa vizinhança Teodósio se tornou Governador do “Mundo Romano” em 392.

Assim o cristianismo deu o golpe de morte ao paganismo dentro do Império romano.

O crescimento da Igreja e seus desvios:

Toda derrocada que sofreu o paganismo, com a destruição dos seus templos, não significou necessariamente, total vitória para a fé cristã, pois o novo estado de coisas veio provar que nas igrejas havia multidões que nada conheciam do verdadeiro cristianismo e de sua essência como proposta de vida.  O crescimento vertiginoso, numericamente falando, dificultava a aplicação dos cuidados necessários para os “novos convertidos”, ou seja, estava precário o discipulado.  

Essa posição favorável recebeu um golpe no governo de Juliano (313 a 363), que tentou, num esforço inútil, restaurar o paganismo.

O paganismo acabou por entrar na igreja através de pessoas com conduta reprovável.  Houve uma tentativa de amenizar a situação através da qual as autoridades resolveram adotar um sistema disciplinar para corrigir os “desvios morais”, mas não funcionou, porque deveria ocorrer antes das pessoas entrarem na igreja e não depois.

Jerônimo e Agostinho – Dois grandes vultos do Século IV:

Jerônimo à Nasceu em Veneza, no ano 340 e foi batizado em 360. Durante vários anos, foi um assíduo estudante que viajou por Roma e cidades da Gália.  Ao visitar a cidade de Antioquia, resolveu adotar a vida monástica, ocasião em que aprendeu o hebraico.  Em 382, fez uma nova tradução da Bíblia.  Em 386, resolveu morar na Palestina, na cidade de Belém, onde viveu por 35 anos.  A maior obra de Jerônimo foi uma tradução latina da Bíblia conhecida como Vulgata.  Em 388, ele tinha completado a revisão do Novo Testamento latino cuidadosamente cotejado com o grego.  A versão da Bíblia feita por Jerônimo tem sido amplamente usada pela Igreja ocidental e tem sido, até hoje, a única versão da Bíblia oficial da Igreja Católica Romana desde o Concilio de Trento, realizado em 1543.

Agostinho à filósofo e teólogo. É respeitado não só pela Igreja católica, mas também pelos protestantes de um modo geral, por sua grande contribuição para com o cristianismo.  Nasceu em 354, em Tagasta, norte da África. Sua mãe, era uma mulher muito piedosa e dedicou grande parte de sua vida em oração e disciplina severa em favor do filho que aprendeu latim à força e odiou o grego de tal maneira que jamais o aprendeu.  Até 386 ensinou retórica em Tagasta e Cartago, quando se mudou para Milão.

Num dia de profunda crise sobre sua situação espiritual, andando num jardim, ouviu uma voz misteriosa próxima à porta que dizia: Tolle, lege – que traduzido significa: “Toma, lê”.  Foi quando Agostinho abriu o manuscrito de Romanos 13, versos 13 e 14.  Essa leitura trouxe luz a sua alma que se converteu a Cristo Jesus e deixou a seita que serviu por 12 anos, despediu a sua concubina e abandonou sua profissão.

De volta a Cartago, em 388, vendeu todos os seus bens e distribuiu aos pobres, reservando apenas uma casa, a qual transformou numa comunidade monástica.  Foi ordenado sacerdote em 391.  Cinco anos depois, foi consagrado bispo de Hipona por 40 anos.  Agostinho foi um dos maiores defensores da administração episcopal da igreja.  Morreu em 430.  Deixou mais de 100 livros, 500 sermões e 200 cartas.  É considerado o maior dos Pais da Igreja.  Sua principal obra é A Cidade de Deus.  Morreu pobre, porém firme em Cristo.

A IGREJA NA IDADE MÉDIA (590 – 1517):

 

Avanço dos Mulçumanos:

A Igreja ocidental viveu sério perigo com o avanço dos muçulmanos.  Maomé foi, sem dúvida alguma, um chefe religioso sincero. Sua proposta era o culto monoteísta. Como líder de uma nova religião, adotou a guerra como meio de propagar a fé.   Os mulçumanos, vitalizados pela dinâmica de um nova fé, pela esperança de saquear em nome da religião e pelo zelo de converter os incrédulos à sua fé,espalharam-se rapidamente da Arábia para o norte da África, Ásia e mesmo para a Europa, através da Espanha.

O tema central a fé islâmica é Deus, conhecido como “Ala”.

Controvérsia entre a igreja do Oriente e Ocidente:

 

1ª) Questão intelectual:

– O Ocidente era mais prático nas questões administrativas e teve poucos problemas na área teológica.

– O Oriente, influenciado pela filosofia grega, procurava tratar das questões teológicas com base na filosofia.

2ª) Celibato:

– No Oriente os clérigos (padre, reverendo, sacerdote) abaixo do Bispo podiam se casar.

– No Ocidente nenhum clérigo podia contrair núpcias.

3ª) Barbas:

– No Oriente o uso de barba era obrigatório.

– No Ocidente, ninguém queria ficar barbudo. Raspavam-nas.

4ª) Imagens:

– No Oriente, o Imperador proibiu qualquer genuflexão (curvar-se) diante de esculturas ou imagens, e todas foram retiradas dos templos e destruídas, ficando apenas a de Cristo, que deveria ser apenas reverenciada, mas não cultuada.

– No Ocidente, o Papa e o Imperador colocaram-se a favor de símbolos visíveis da realidade divina.  Sendo assim o uso de imagens foi reforçado.

As Cruzadas:

Iniciativa da Igreja Católica em promover uma série de guerras chamadas santas, com o propósito de recuperar lugares sagrados do cristianismo, que se encontravam em poder dos islamitas.  Foram seis cruzadas, de 1099 a 1291.

A riqueza da Igreja, seu poder e as indulgências:

Sua riqueza consistia em terras, edifícios construídos para fins religiosos, com ricos mobiliários e ornamentos de alto valor econômico.  A maior parte das terras pertencentes à Igreja vinha às suas mãos como doações de pessoas devotas.  As terras também eram doadas por reis em trocas de favores.

As indulgências consistiam na remissão do castigo temporal devido ao pecado, cuja culpa já fora perdoada.  O castigo assim removido podia ser nesta vida como no purgatório, dando-nos a entender que podiam beneficiar-se das indulgencias aqueles que já estivessem no suplício do purgatório. Era mais ou menos assim: alguém pretendia conseguir a absolvição de algum tipo de pecado passado, presente ou futuro, procurava o clérigo que avaliava a dimensão do pecado.  Se o pecado fosse grave, o preço também era elevado. Era pagamento à vista e em ouro.

Inquisição:

Por incrível que pareça, a Igreja Cristã que fora vítima de tantas crueldades e perseguições, primeiramente pelos judeus e depois pelos judeus e romanos juntamente, tornou-se perseguidora.  Tal perseguição não atingia apenas os de fora, mas os de dentro que se manifestassem contra a doutrina ou política por ela adotada. A Igreja Católica punia, bania e matava a tantos e quantos a ela se opusessem.  Os acusados eram coagidos, pela tortura, a concordar com as acusações, tornando-se o seu próprio acusador.  Duas testemunhas bastavam para mandar uma pessoa para a forca ou fogueira, dependendo da gravidade da acusação.

O termo inquisição vem do latim inquirere (inquirir).  Historicamente falando, o termo refere-se a uma instituição estabelecida no seio da Igreja Católica Romana com o propósito de eliminar toda e qualquer oposição religiosa.  É relevante frisar que a qualquer oposição dava-se o nome de heresia.  Essa cruel e desumana atividade mostrou-se ativa por um período de mais de quatrocentos sombrios, obscuros e intermináveis anos que mancharam de sangue as páginas da história da Igreja Cristã.

Sacramentos:

 

Do latim sacramentum, cuja tradução é algo santo, sagrado ou consagrado.  A Igreja estabeleceu os sacramentos em sete, quais sejam: Batismo, Confirmação (maturidade no Espírito Santo), Eucaristia, Penitência, Extrema Unção, Ordens (poder e graça para exercer funções ministeriais) e Matrimônio.  O protestantismo reduziu os sacramentos em dois: Batismo e Ceia do Senhor.

Os sacramentos tinham o poder salvador positivo.  Seus e efeitos operavam independentemente da condição espiritual do usuário, da sua fé ou falta de fé.  Ser batizado, por exemplo, significava ser regenerado (é o caráter redentor que o catolicismo deu ao batismo, isto é, se alguém foi batizado, a salvação já esta assegurada.

 

Missa:

 

Passou a ser o elemento central do culto.  A Igreja foi perdendo o verdadeiro sentido da adoração sincera e espiritual, como ensinou Jesus ao afirmar que Deus procura verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade.  Eis a razão de o porquê atribuir à Missa um requinte especial através de riquíssimas indumentárias, músicas solenes, belíssimos templos e um verdadeiro esplendor com o propósito de impressionar os ouvintes não pela edificação, mas pelo luxo e requinte.

A mariolatria:

 

O culto à Virgem constituía parte muito importante da religião popular.  No ensino da Igreja Católica, nunca se atribuía divindade à mãe de Jesus.  Ela, porém, recebia tal consagração e louvor da parte do povo que pouco faltava para ultrapassar o próprio Deus. Pensava-se que ela, sendo mulher e mãe, podia demonstrar mais compaixão e graça.  Maria passa a ser considerada o mais sagrado e ímpar dos seres vivos.

Culto aos Santos:

 

O paganismo afetou diretamente o culto cristão.  Muitos pagãos vieram para a igreja sem a devida conversão e acabavam por introduzir os velhos costumes praticados no paganismo.  Um exemplo é o culto aos santos.  Para aquela gente acostumada com os ídolos de suas cidades, ao adentrar para a Igreja Cristã sentiram a necessidade de continuar tal prática.  Não restou alternativa à igreja senão começar a venerar os crentes piedosos que tinham morrido.

 

DECADÊNCIA DA IGREJA E A AURORA DA REFORMA:

 

No que foi que a Igreja falhou?

Foram várias as falhas.  Mas o maior ponto de concentração dos desvios foi no aspecto doutrinário, especialmente no tocante aos desencontros na compreensão da teologia da Graça e a perda do foco na singularidade da pessoa de Jesus como único Mediador entre Deus e os homens e como absoluto Senhor.

Além disso, houve muita corrupção, avareza, embriaguez, imoralidade sexual.

Houve um distanciamento e abandono dos clérigos para com o povo.  Não havia pregação e nem visitação.

 

A REFORMA PROTESTANTE:

 

Uma tentativa de fazer a vida religiosa da Idade Média retornar aos padrões prescritos pelo Novo Testamento.

Havia um homem que há tempo estava estudando e analisando bem de perto os desmandos da Igreja.  Este homem era o monge Martinho Lutero.  Modesto na sua origem, mas profundamente preparado na educação secular e religiosa.  Era doutor em filosofia, teologia e professor universitário.

Era um ótimo pregador e sua mensagem cativava porque ele pregava a Palavra de Deus nos moldes do Novo Testamento, isto é, enfatizando a graça de Deus e a necessidade de arrependimento.

Lutero foi ser professor na Universidade de Wittemberg.  Foi ali que a luz da verdade entrou em seu coração ao deparar com o Romanos 1:17 (Mas o justo viverá da fé). Essa palavra Rhema não só trouxe revelação ao seu espírito, mas criou dentro de seu coração uma nova disposição para anunciá-la através do púlpito. Passou assim a pregar a mensagem da graça salvadora de Jesus Cristo.  Essa mensagem passou a atrair muitos estudantes e professor até a pequena capela onde ele pregava que ficou pequena passando ele a pregar no templo da cidade, e o número dos ouvintes crescia cada vez mais.

Lutero estava galgando posições na Igreja Católica Romana devido a habilidades intelectuais e funcionais.  No entanto, envolveu-se numa feroz batalha espiritual no tocante à questão da salvação pessoal.  Quanto mais ele estudava a Carta aos Romanos mais ele ficava agitado e inseguro.

Os desmandes e desatinos da Igreja continuavam e a cobrança de indulgências ficava cada vez pior. 

Lutero havia buscado ajuda em muitos bispos, na tentativa de coibir o abuso desenfreado do indecoroso comércio das indulgências, mas nenhum se atreveu a se manifestar. Ninguém se incomodou.  Então Lutero, em plena luz do dia, afixou, na porta do templo, as sua 95 teses, prontificando-se a discuti-las em publico como era o costume da época.  Era o memorável 31 de outubro de 1517 (DIA DA REFORMA PROTESTANTE) que marcou o início histórico da revolução religiosa. 

Lutero foi excomungado.  Mais isso não impediu o crescimento da reforma.

 

A HISTÓRIA DE SÃO JORGE

A Lenda:

Sua mãe morreu ao dar a luz, e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque.  O corpo de Jorge possuía três marcas, um dragão em seu peito, uma jarreira, em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço.  Ao crescer e adquiri a idade adulta, Jorge lutou contra os sarracenos, e depois de viajar, durante muitos meses, por terra e mar, chegou a Líbia.

Nesta cidade encontrou um pobre eremita, que lhe disse que toda a cidade, estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão, cujo hálito venenoso, podia matar toda uma cidade e cuja pele, não poderia ser perfurada, nem por lança e nem por espada.  Todos os dias o dragão exigia o sacrifico de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade, haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte, ou dada em casamento, ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a historia, Jorge ficou determinado em salva a princesa, ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu, partiu para o vale onde o dragão morava.  Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres, lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe.  Era a princesa, que estava sendo conduzida para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres, com seu cavalo e com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto, quando o som de trovões.  Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o.  Como o rei do Marrocos e do Egito, não queria ver sua filha casada, com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens, o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz, com ela até o dia de sua morte.

A realidade:

Em torno do século III, quando Dioclesiano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador pessoal.  Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai.  Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre.  Foi promovido a capitão do exercito romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o titulo de Conde. Com idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.  Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos que não queriam adorar os idolos.  No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da multidão declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.  Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE.  O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE?”.  Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.” Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vário modos.  E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos.  Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus.  Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o propósito de tudo o que lhe ocorria: “…vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21:12 e 13).  A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano.  Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da Cruz, que a própria Imperatriz alcançou a graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR.  Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discipulado de Jesus, em 23 de abril de 303.  Logo a devoção a “São Jorge” tornou-se popular.  Celebrações e petições a imagem que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. 

Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória.  Assim, confirmou-se a adoração a Jorge.

Ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos.

A importância de São Jorge é tamanha entre os portugueses que a influência do Santo Guerreiro surge ligada às armas.

No século XIII, a Inglaterra já celebrava o nome de São Jorge, e em 1348 surge a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.  Os ingleses adotam definitivamente São Jorge como padroeiro do país.

HISTÓRIA DA RELIGIÃO NA ÁFRICA

A principal característica da consciência religiosa tradicional africana é a ausência de fronteiras nítida entre o mundo espiritual e o mundo natural, e, por conseguinte entre o espírito humano e o ambiente físico.

Embora as religiões tradicionais apresentem uma grande diversidade, põem adiante um só Deus ou só entidade criadora e vários espíritos subordinados:

   Espíritos da natureza que habitam as árvores, a água, os animais e outros elementos naturais.

   Espíritos ancestrais: os fundadores da família, da linhagem ou clã.

ORIXÁS:

Divindades ou semideuses criados pelo deus supremo (OLURUN).  São guardiões dos elementos da natureza.  Alguns são considerados “ancestrais divinizados” após a morte.

Os principais Orixás do Candomblé:

1 – EXU à Mensageiro entre o homem e os deuses, guardião da porta e das encruzilhadas.

2 – OGUM àDeus da guerra, do fogo e da tecnologia.

3 – OMULU à Deus das doenças contagiosas.  Conhecido como orixá da cura.

4 – OXUMARÉ à Deus da chuva e do arco-íris. É ao mesmo tempo de natureza masculina e feminina.

5 – IANSÃ à Deusa dos ventos e das tempestades.  Tarefa: levar a pessoa para prostituição e colocar inimizade entre pais e filhos.

6 – IEMANJA à Deusa dos mares e dos oceanos.

7 – OXUM à Deusa das águas doces (rios, fontes e lagos).

8 – OXALÁ à Deus da criação.  É o orixá que criou os homens.

OGUM:

Sua personalidade tem uma ligação com os metais, principalmente o ferro, matéria prima básica para a confecção dos instrumentos utilizados por caçadores e agricultores.  É associado atualmente a metalurgia e a siderurgia.

Muitas oferendas são realizados  em ferrovias simbolizando a abertura dos caminhos diante do elemento ferro.

Ogum representa a capacidade do ser humano de controlar a natureza e utilizá-la para o benefício de todos.  Por conta dos metais, ogum passou a ser associado à guerra, desvinculando seu papel de comandante das atividades agrícolas para atividades bélicas e passando a ser o “Vencedor de Demandas”.

Tendo como elementos centrais a guerra e a metalurgia, ogum, ferreiro e guerreiro, pode ser associado aos seguintes deuses:

   MARTE (Romano) à Guerra.

   ARES (Grego) à Vingador.

   VULCANO (Romano) e HEFESTO (Grego) à Fogo (arte de forjar o ferro).

   DEIMOS (Grego) à Terror.

   PHÓBOS (Grego) à Medo.

   ENIO (Grego) à Devastador.

NOTA: Saudação a Ogum à OGUM-IÊ (SALVE OGUM)

 

SINCRETISMO RELIGIOSO

A palavra sincretismo significa união entre culturas diferentes, de coisas aparentemente incompatíveis e contraditórias.  Em se tratando do ritual dos orixás, o sincretismo significa a união dos ritos da natureza que foram trazidos da África pelos negros escravos com a religião católica romana islamizada.  Do ponto de vista prático, significa a correspondência entre o orixá (santo, em ioruba) e o santo católico.  “Reza para o santo católico e vela para o orixá”, trocadilho que geralmente expressa, no altar do Terreiro, a mistura do candomblé com a religião católica.

Para os negros a mistura com o catolicismo foi uma questão de sobrevivência, pois na concepção dos colonizadores portugueses, as danças e os rituais africanos eram pura feitiçaria e deveriam ser reprimidos.  A saída para os escravos era rezar para um santo católico e acender vela para um orixá.

Foi assim que os santos católicos “pegaram carona” com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles.  Curiosamente, a correspondência ocorreu como resultado da opressão da Igreja Católica Romana colonial aos rituais dos escravos negros.  Os negros desta época eram batizados e coagidos à fé católica.  Obrigados a observar uma religião cujas práticas nem entendiam, os negros imaginaram uma estratégia para superar a proibição de cultuarem os seus ritos ancestrais.  Nos dias de festas das festas católicas eles fingiam homenagear os santos da igreja oficial, mas, na verdade, estavam cultuando seus próprios orixás.

O RESULTADO PODE SER VISTO HOJE:

Quem entra em um terreiro ou centro de Umbanda tem a impressão de penetrar no recinto de uma igreja católica, cheio de imagens de santo.  Por astucia os negros escolhiam o santo católico cujas características mais se aproximavam do seu orixá e o cultuavam nas festas religiosas do patrono católico correspondente:

OMULU = São Lazaro; São Roque; São Sebastião.

OXUMARE = São Bartolomeu.

IANSÃ = Santa Barbara.

IEMANJA = Senhora Conceição; Senhora dos Navegantes; Imaculada da Conceição.

OXUM = Senhora Aparecida, Senhora das Candeias.

OXALÁ = Senhor do Bonfim; Jesus; São José.

OGUM = São Jorge (Rio de Janeiro); Santo Antônio (Bahia).

 

CONCLUSÃO:

Romanos 12:1 e 2

 Não se conforme com a influência que o sincretismo tem exercido no mundo hoje, e, principalmente evite que essa prática entre em sua casa.  Devemos nos levantar em oração, pois sabemos que este tipo de envolvimento vem prejudicando a vida de muitas pessoas, atentando para o fato de que, grande parte dos males causados pela idolatria à estas entidades, são oriundos de laços e alianças não desfeitas por parte de nossos antepassados: índios, portugueses e escravos.

 Precisamos discernir possíveis ligações com essas entidades e através do sangue do Senhor Jesus aniquilar os efeitos destrutivos que estas alianças legaram a nação brasileira.

“Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estais, pois, firmes e não torneis a colocar debaixo do jugo da escravidão”. Gálatas 5.1)

 

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